Embalagem de fast food contêm substâncias associadas ao câncer, diz estudo

Fevereiro 06 / 2017

As embalagens que possuem maior porcentagem de flúor são os saquinhos que guardam sobremesas e salgados – parecidos com aqueles de uma famosa cadeia de cafeterias. Esses saquinhos possuem 56% de flúor.

Embalagens de fast food (caxinhas de papelão, saquinhos...) contêm flúor (tipo de marcador para produtos químicos também usado em tapetes, utensílios de cozinha antiaderentes e roupa impermeáveis).

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), Universidade Notre Dame (EUA), entre outras instituições norte-americanas, não encontraram nenhuma evidência de pessoas que tenham tido algum problema de saúde por conta das embalagens, mas alertaram que a substância do flúor pode estar associada ao câncer, desordem da tireoide e diminuição de fertilidade.

Embalagem de fast food: perigos
A partir de testes com mais de 400 amostras de 27 redes de fast food, os especialistas descobriram que os materiais usados para embrulhar hambúrgueres, batatas-fritas e sobremesas contêm flúor.“Descobrimos que 46% do contato das embalagens com a comida e 20% das embalagens de amostra contêm flúor detectável”, disseram os cientistas.

As embalagens que possuem maior porcentagem de flúor são os saquinhos que guardam sobremesas e salgados – parecidos com aqueles de uma famosa cadeia de cafeterias. Esses saquinhos possuem 56% de flúor.

Já o papel em torno de hambúrgueres e wrappers possuem 38% dessa substância, enquanto sacos de batatas-fritas têm 20%.

As únicas embalagens que não apresentaram nenhum vestígio de flúor foram as dos copos de suco e refrigerante.

Embalagens também prejudicam o meio ambiente
Outro problema de embalagens com essas substâncias é que elas são prejudiciais ao meio ambiente.

Por isso, a equipe sugere que as redes analisadas revejam o material que estão utilizando, em busca de soluções mais sustentáveis e saudáveis.

Nos últimos anos, redes de fast food dos Estados Unidos substituíram algumas embalagens com flúor por soluções chamadas de “cadeia curta”.

“Os compostos de substituição são igualmente persistentes, e não foi demonstrado que eles são seguros para a saúde humana”, disse a coautora do estudo, Arlene Blum. “A boa notícia é que existem alternativas não fluoradas disponíveis".

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