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Mesmo com vendas de revelações. São Paulo deve R$ 285 mi

Março 24 / 2017

O São Paulo encerrou 2016 com R$ 285 milhões em dívidas, aumento de 22% em relação a 2015.

As vendas de alguns jogadores no início da temporada de 2017 também ajudaram a pagar mais dívidas, mas não atenuaram o débito do São Paulo Futebol Clube. David Neres saiu por R$ 50,7 milhões para o Ajax, da Holanda, em janeiro. Parte do dinheiro foi reinvestida na compra dos direitos econômicos de Lucas Pratto, parte foi usada para quitar dívidas. O zagueiro Lyanco também acaba de se acertar com a Torino num negócio que renderá cerca de R$ 20 milhões ao São Paulo. São fatos que amenizam uma situação financeira ainda crítica. O clube calculou em seu orçamento para 2017 que precisará de R$ 67 milhões em vendas de atletas para não terminar o ano no vermelho. Se isso acontecer, as dívidas voltam a aumentar, e o problema continua.
A primeira resposta é direta: o São Paulo encerrou 2016 com R$ 285 milhões em dívidas. O critério para chegar a tal número, apesar de a contabilidade entre ativos e passivos parecer indecifrável para o leigo, é razovelmente simples. Consideramos apenas dívidas que vão demandar do clube pagamentos em dinheiro. Aquilo que, cedo ou tarde, vai afetar o caixa. São empréstimos com bancos e com pessoas físicas, compras de atletas cujas parcelas vão vencer, valores devidos a funcionários, sobretudo atletas, impostos renegociados com o governo federal e débitos com outros clubes e federações. De tudo o que se deve se subtrai só o que o clube tem O valor devido pelo São Paulo em 2015 era de R$ 270 milhões. Houve, portanto, um aumento de 5% no endividamento de um ano para o outro. Não é bom, mas há aspectos positivos. Um modo de analisar a gravidade é separar dívidas que vencem em curto prazo, dentro de um ano, das que levam mais do que isso, de longo prazo. A diretoria financeira reduziu o endividamento de curto prazo em 22% e elevou em 36% o de longo prazo. Isso significa que o clube não diminuiu a sua dívida, mas a esticou. É uma boa notícia para quem estava com a corda no pescoço porque tinha um monte de credores para pagar.

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