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Governo de SP anuncia demissão e cassa aposentadoria de delegado condenado a 14 anos

Julho 14 / 2017

A sentença em primeira instância contra Coelho, condenando-o a 17 anos e três meses de prisão por 13 crimes.

O governo do Estado de São Paulo cassou a aposentadoria e demitiu Nivaldo Martins Coelho (foto) do cargo de delegado de polícia. Ele está preso desde novembro de 2014 e cumpre pena de 14 anos e dez meses de reclusão. Coelho trabalhou durante 37 anos e a cassação do benefício foi publicada no Diário Oficial do último dia 6.
Por meio da assessoria de imprensa da SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado, a Corregedoria da Polícia Civil atestou que os efeitos da cassação são automáticos, mas cabe recurso da decisão. "O delegado foi demitido e responde por crimes contra a administração", informa em nota.
A sentença em primeira instância contra Coelho, condenando-o a 17 anos e três meses de prisão por 13 crimes, foi proferida em abril de 2015. A confirmação da aposentadoria dele por tempo de serviço, como delegado de 1ª classe, o mais alto nível da carreira, foi publicada no Diário Oficial do Estado em 19 de setembro do mesmo ano. Entretanto, segundo a publicação, era retroativa a fevereiro de 2015.
O valor do benefício não foi divulgado pela SSP, mas consta em recurso movido pela defesa do delegado requerendo a concessão dos benefícios da justiça gratuita, que em 2015 ele recebeu R$ 194.707,33 de rendimentos tributáveis mais R$ 9.877,39, totalizando R$ 204.584,72..
Porém, o órgão esclareceu que caso a proposta da corregedoria fosse acatada, o então delegado teria o benefício cassado, conforme o inciso 1º do artigo 77 da lei orgânica da Polícia do Estado de São Paulo.
Ele foi preso em novembro de 2014, durante uma operação do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público, e condenado por vários crimes, como corrupção passiva, violação do sigilo profissional, falsidade ideológica, associação criminosa e prevaricação, que é tirar vantagem do cargo para ganhar dinheiro. A Nivaldo Coelho aguardou o recurso preso até a condenação.
A Justiça de Penápolis havia condenado-o, ainda a a pagar R$ 50 mil ao Estado por "manchar” a imagem da Polícia Civil. Segundo informações da polícia, ele foi preso em 2014 durante uma operação do Gaeco, o Grupo de Combate ao Crime Organizado
De acordo com a polícia, as investigações apontaram que ele era o responsável pela liberação irregular de carros que estavam apreendidos no pátio da Ciretran. Os veículos eram vendidos e o ex-delegado receberia uma parte do dinheiro.

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