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TRT da Bahia quer pagar empresa para dar aulas de corrida

Agosto 13 / 2017

Para presidente do TRT (foto), não é um gasto, é um investimento em saúde. Contrato vai custar até R$ 196 mil por ano e pode ser prorrogado.

Em um momento em que o Brasil todo discute a crise econômica e a necessidade do controle de gastos públicos, o Tribunal Regional do Trabalho, na Bahia, abriu uma licitação. O edital é para contratar uma empresa, que vai dar aulas de corrida e caminhada a magistrados e servidores. A iniciativa gerou um grande debate.

Todos que trabalham, e tentam fazer exercícios, sabem que não é fácil encontrar tempo para malhar. Imagina, então, conseguir fazer isso sem gastar nada?
Funcionários do Tribunal de Regional do Trabalho, em Salvador, vão ter essa chance. É o que diz o edital que o TRT lançou esta semana para a contratação de uma empresa com qualificação para assessorar magistrados e servidores em aulas de corrida e caminhada.
Segundo o edital, os grupos de alunos terão até três encontros regulares por semana.
A empresa que vencer a licitação também vai ter que dar orientação técnica a magistrados e servidores que aceitarem participar da Olimpíada Anual da Justiça do Trabalho. Pelo contrato, a empresa fica obrigada ainda a oferecer um guia para deficientes visuais nos treinamentos. O contrato vai custar até R$ 196 mil por ano e pode ser prorrogado por mais cinco.
O serviço está aberto a todos os funcionários do TRT, incluindo juízes, que têm, em média, salário de R$ 27.500, e desembargadores, que ganham a partir de R$ 30 mil. Com as gratificações, esses valores podem até dobrar.
A presidente do TRT da Bahia, Maria Adna, diz que o objetivo é melhorar a qualidade de vida dos funcionários, e, com isso, diminuir gastos com problemas de saúde e afastamento do trabalho.
O serviço extra está, segundo ela, previsto no Conselho Nacional de Justiça.
“Entendo que em momento de crise, ações dessa natureza, como o tribunal vem adotando, são justamente muito oportunas para esse momento em que o quadro dos servidores é muito pequeno. Então, não é um custo, um gasto. Nós entendemos como um investimento. Nós teremos servidores mais saudáveis, com saúde e que vão prestar melhor serviço à sociedade”, disse.
Do Jornal Nacional
Foto - Jornal Grande Bahia via Google

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