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Alvo do Gaeco na Operação Cartas em Branco, ex-prefeito é condenado a mais de 19 anos

Novembro 07 / 2017

O ex- prefeito de Miguelópolis, Juliano Jorge Mendonça (PRB) (Foto: Reprodução/ EPTV)

O ex- prefeito de Miguelópolis Juliano Mendonça Jorge foi condenado a 19 anos e 10 meses em regime fechado. O ex-vice-prefeito Tárcio Rodrigues Barbosa foi condenado a 10 anos e quatro meses, também em regime fechado. Ambos já estão presos e foram investigados naOperação Cartas em Branco do Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco).
 
Eles ainda respondem por outros processos, portanto a pena pode aumentar. O ex-prefeito foi o primeiro a ser preso preventivamente por uma decisão do Tribunal do Justiça.
 
De acordo com a denúncia, de 2013 a 2015, sob o comando do então prefeito Juliano Mendonça Jorge, os denunciados integraram organização criminosa instalada na Prefeitura de Miguelópolis destinada à prática de inúmeros delitos contra a fé pública e contra o caráter competitivo dos procedimentos licitatórios.

Os crimes de falsificação de documentos particulares, falsidade ideológica, formação de cartel, fraudes em certames licitatórios e outros delitos que ainda estão sendo investigados pelo MPSP foram praticados contra a administração pública especialmente em detrimento do erário do município.
O Gaeco deu início à Operação Cartas em Branco em abril de 2016, quando o ex-prefeito Juliano Mendonça Jorge (PRB) e outras 12 pessoas foram presas, entre empresários, funcionários e ex-funcionários do departamento de licitações da Prefeitura.
O grupo é suspeito de fraudar R$ 6 milhões em 40 contratos firmados entre 2013 e 2015, em licitações de transporte escolar, compra de materiais de escritório e consultorias. Com exceção do ex-prefeito, os demais suspeitos foram soltos após acordo de delação premiada.
Em julho, três advogados e um empresário foram presos em Miguelópolis, São Joaquim da Barra (SP), Jaú (SP) e Bocaina (SP). Dois meses depois, cinco vereadores e a secretária do ex-prefeito foram presos suspeitos de participação no esquema.
As investigações se concentram na Prefeitura de Miguelópolis, mas a Operação também fez buscas e apreensões em outras cidades. Em Ribeirão Preto (SP), por exemplo, um mandado de apreensão foi cumprido na casa da mãe do prefeito.

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