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Promotoria e Gaeco propõem 9 ações contra ex-prefeito de Miguelópolis por improbidade

Julho 24 / 2018

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Promotoria de Justiça de Miguelópolis ingressaram com nove ações civis públicas por ato de improbidade administrativa contra o ex-prefeito Juliano Mendonça Jorge (foto) e servidores públicos da administração municipal em virtude de fraudes licitatórias apuradas durante a Operação Cartas em Branco.

A operação teve por objetivo desmantelar uma organização criminosa instalada na prefeitura e na Câmara Municipal responsável por fraudes em licitações, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros delitos.

Antes do ajuizamento das ações de improbidade administrativa com o objetivo de aplicar aos responsáveis as sanções da Lei 8.429/1992, o Gaeco e a Promotoria já haviam ingressado com mais de mais de 50 denúncias contra de mais de 100 pessoas pelos delitos.

Desde outubro do ano passado, quando a Procuradoria-Geral de Justiça editou o ato normativo 1.047/2017 para regular as atividades do Gaeco, os promotores do grupo têm um instrumento de atuação em conjunto com os promotores das comarcas, fortalecendo assim o combate ao crime organizado em suas três vertentes: punição aos autores dos delitos, responsabilização dos agentes públicos e recuperação do dinheiro obtido ilegalmente.
Em março deste ano, o ex-prefeito de Miguelópolis, Juliano Mendonça Jorge, sofreu nova condenação da Justiça por conta de seu envolvimento na Operação Cartas em Branco deflagrada pelo Gaeco de Franca. Em sentença, ele pegou 18 anos e oito meses de reclusão em regime fechado acusado de ter implantado uma espécie de “Petrolinho caipira” em que distribuía a vereadores combustível, pago com recursos públicos, para obter apoio na Câmara. Foi a terceira condenação do político em quatro meses. Juntas, as penas somam 52 anos.

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