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Depois de 16 anos, punição para advogado que matou engenheiro

Setembro 25 / 2018

Aos que achavam que o advogado teria desquilificadoras se enganaram frontalmente.Demorou, mas foi punido em 1ª instância

Depois de mais de 15 horas, foi condenado a 12 anos de prisão em regime inicial fechado, nesta segunda-feira (24), o advogado acusado de matar um engenheiro em Fernandópolis (SP), em 2002.
Além do réu, Ediberto Pinato, foram ouvidas 10 testemunhas do crime durante o julgamento, que começou às 9h30 e terminou por volta de meia-noite.
Durante todo o processo, o suspeito alegou que foi à empresa para tirar satisfação com a vítima, que era sócia dele, mas o engenheiro colocou a mão na cintura como se fosse tirar uma arma e ele se defendeu.

Pinato foi condenado por homicídio doloso simples. Os advogados de defesa do acusado afirmaram que vão recorrer da decisão.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Ediberto teria invadido uma sala da Sabesp, empresa responsável pelo saneamento na cidade, e atirado duas vezes contra o engenheiro José Carlos de Lemos.

Ainda de acordo a polícia, os dois eram sócios e amigos. A suspeita é de que a motivação do crime tenha sido passional, já que o advogado teria descoberto um caso da esposa dele com o engenheiro.

Pinato já foi a julgamento pelo mesmo crime em 2008, quando foi inocentado. Mas o Ministério Público recorreu e o Tribunal de Justiça determinou que ele fosse a júri popular em 2012.

Durante todo o processo, vários julgamentos foram cancelados pelo advogado de defesa.

O dolo é evidentemente muito intenso, nesse caso", escreveu o juiz da 2ª Vara Criminal de Fernandópolis, Vinicius Castrequini Bufulin, que presidiu o júri. Tribunal entendeu também que a execução do engenheiro ainda trouxe risco para quatro pessoas que testemunharam o crime.

Pela condenação, Pinato deve cumprir a pena inicialmente em regime fechado. Junto com o relatório da sentença, também está o decreto da prisão do advogado. Pinato saiu do Fórum de Fernandópolis preso e foi encaminhado a cadeia de Santa Fé do Sul. Magistrado citou o Supremo Tribunal Federal para justificar a prisão, "firmou entendimento de que a condenação imposta pelo Tribunal do Júri impõe execução imediata da pena", afirma trecho do relatório

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