Condenado por homicídio a pedido do MPSP, ex-vice-prefeito de Itu é preso na Paraíba

Setembro 28 / 2018

Élio de Oliveira mandou matar advogado no interior paulista. Vítima foi morta com dois tiros na cabeça, no Centro de Itu, em 2006 — Foto: Reprodução/TV TEM

Denunciado pelo MPSP e condenado a 20 anos de prisão por homicídio, o empresário Élio Aparecido de Oliveira foi preso nesta terça-feira (25/9) no município paraibano de Cubati. Ele estava foragido e aparecia na lista de procurados pela Interpol. Em 2006, Oliveira mandou matar o advogado Humberto da Silva Monteiro na cidade de Itu, em São Paulo.

O radialista Josué Dantas, que dirigia o veículo em que estava o advogado, também foi vítima de tentativa de homicídio, mas sobreviveu.

Oliveira foi preso na Paraíba após apresentar documentação falsa. Além de cumprir a pena pelo homicídio, ele responderá também por falsidade ideológica. O réu já ocupou os cargos de vice-prefeito de Itu e de vereador em Ribeirão Preto, além de ter sido diretor do Ituano Futebol Clube. Quando vereador, Oliveira teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar.O advogado Humberto da Silva Monteiro foi morto com dois tiros na cabeça, no Centro de Itu, em 2006. Ele estava no banco do passageiro de uma caminhonete dirigida pelo radialista Josué Dantas Filho, que também era funcionário da prefeitura. Os autores do crime atiraram também contra o radialista, mas erraram o alvo. Divergências políticas teriam motivado o crime.

Além de Oliveira Júnior, também teriam participado do crime Tiago Martins Bandeira e Eduardo Aparecido Crepaldi, que estavam na moto. Foram condenados Luís Antônio Roque, o Tonhão, e o ex-policial militar Nicéias Brito, que eram seguranças de Oliveira Júnior.

O ex-chefe de torcida organizada Força Jovem, do Ituano, José Roberto Trabachini, chegou a ser preso acusado de tentar contratar assassinos que cometeriam a ação, porém, ele foi o único inocentado pela Justiça.

Depois de deixar o cargo em Itu, Oliveira Júnior se elegeu vereador em Ribeirão Preto, cargo que ocupou até 2011, quando foi cassado por quebra de decoro parlamentar.

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