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Justiça concede liminar para impedir posse de candidata aprovada

Dezembro 17 / 2018

Liminar foi concedida pela Justiça de José Bonifácio. Empresa de Fernandópolis realizou o certame. Operação QI foi desencadeada no Estado de São Paulo.

A Justiça de José Bonifácio, na região de Rio Preto, deferiu liminar para impedir posse e se abstenham nomear aos candidatos aprovados no Concurso Público 001/2012 da Câmara de Vereadores de José Bonifácio , inclusive a primeira colocada no concurso .O certamente foi feito pela empresa Persona Capacitação Assessoria e Consultoria Eireli, com sede em Fernandópolis.
Alegou, em evidente ato de improbidade administrativa, abriu concurso público (edital 02/2012) para o cargo de Secretária. Diz que se tratou de concurso com “cartas marcadas”, porque já havia representação protocolada na Promotoria, tão logo publicado o edital, com o nome da pessoa que ficaria em primeiro lugar no certame, como de fato ocorreu posteriormente. Diz ainda que há diversas irregularidades na contratação da empresa responsável pela realização do concurso.
O esquema -A Operação QI foi desencadeada pela Policia Civil. cujo esquema, desbancado pelo Gaeco e Polícia Civil, que direcionava a escolha de empresas vencedoras de licitações, bem como alterava gabaritos e nomes de candidatos aprovados em concursos públicos e processos seletivos de Câmaras Municipais e Prefeituras em mais de 30 cidades do interior de São Paulo. A Polícia encontrou evidências de que a quadrilha levava vantagem política com as fraudes.

Provas não eram manipuladas só para favorecer alguns candidatos, mas também para eliminar outros. Anotações apreendidas comprovariam que as empresas que realizavam o concurso ou processo seletivo anotavam nomes de candidatos que deveriam ter pontuação acrescida, e nomes de candidatos que tiveram sua pontuação subtraída da verdadeira. Os gabaritos eram alterados conforme os acordos com políticos – prefeitos e vereadores.

As fraudes em licitações teriam desviado cerca de R$ 2,5 milhões dos cofres públicos. Relatório referente ao bloqueio de bens dos principais investigados no esquema de fraudes indica a compra de imóveis para lavagem de dinheiro pela quadrilha. As investigações apontam também possível ligação com “caixa 2” de campanhas eleitorais em diversas cidades paulistas. A promotora de Justiça da Comarca de Jaboticabal, Ethel Cipele (foto em destaque), esteve no local durante a ação (Foto: Reginaldo Coelho/Jornal 101)

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