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Médica condenada em Porto Ferreira por morte do marido é presa após atuação de promotor

Maio 10 / 2019

Ré vinha recorrendo para evitar cumprimento da sentença

A médica Maria de Lourdes Peloso Pereira, condenada em 2014 pela participação no homicídio do próprio marido, foi presa na última segunda-feira (6/5) após atuação do Ministério Público de São Paulo. A ré vinha exercendo a medicina em cidades de Minas Gerais, Estado onde foi presa depois de o promotor de Justiça Gustavo Zampronho (foto), do MPSP, ter realizado contato com o Ministério Público e a Polícia Civil mineiros.

Maria de Lourdes foi condenada pelo Tribunal do Júri de Porto Ferreira por ter participado do assassinato de Marcelo Suhet Pereira, executado a tiros em 1996 por Celso Luís Ramos Sampaio, amante da médica. A ré nunca compareceu à comarca de Porto Ferreira durante o trâmite processual, deixando sua defesa apenas a cargo de seus advogados. Ela sequer se fez presente perante o Tribunal do Júri no dia de seu julgamento. Desde a condenação, Maria de Lourdes vem recorrendo aos tribunais superiores, principalmente ao Superior Tribunal de Justiça, com uma infinidade de recursos, apesar de o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ter confirmado a condenação em primeira instância.

Ao analisar o caso, Zampronho notou que a defesa vinha se utilizando de vários recursos aos tribunais superiores para atrasar o trânsito em julgado da decisão e, assim, evitar que a condenada fosse presa. Se valendo do entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a pena pode ser executada provisoriamente depois da confirmação da condenação em segunda instância, o membro do MPSP pediu o cumprimento da sentença, com a consequente expedição de mandado de prisão, ressaltando que a ré tinha sido sentenciada a 15 anos e dois meses de reclusão em regime fechado.

O Judiciário acatou o pedido do MPSP e determinou o início do cumprimento da sentença.

“Fico satisfeito em ter feito a minha parte poucos dias após tomar conhecimento do caso, proporcionado um pouco de sensação de Justiça ao pai da vítima, que busca desde 1996 amenizar, mesmo que minimamente, a dor da perda abrupta", disse o promotor de Justiça.

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