Cidades Comentários

Vendas de vagas para Medicina em Fernandópolis eram por R$ 120 mil

Setembro 03 / 2019

Mais de 110 alunos serão expulsons do campus em Fernandópolis, estima Policia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (3/9) a Operação Vagatomia, que investiga um grande esquema de fraudes na concessão do Financiamento Estudantil do Governo Federal ( Fies ) e na comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior, principalmente do Paraguai e da Bolívia, para o curso de medicina em Fernandópolis, no interior de São Paulo. Bolsas do Prouni e fraudes relacionadas a cursos de complementação do exame Revalida também estão sob investigação da PF. O dono da Universidade Brasil e outras 20 pessoas foram presas.
Cerca de 250 policiais federais estão cumprindo 77 mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal de Jales nas cidades paulistas de Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto, Santos, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, Porto Feliz, Meridiano, Murutinga do Sul, São João das Duas Pontes, e em Água Boa, no Mato Grosso.

Entre os mandados judiciais expedidos estão 11 prisões preventivas, 11 prisões temporárias, 45 ordens de busca e apreensão e 10 medidas cautelares (alternativas à prisão). A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o valor de R$ 250 milhões.

No início do ano, a PF recebeu informações sobre crimes e irregularidades que estariam ocorrendo no campus de um curso de medicina em Fernandópolis. Vagas para ingresso, transferência e financiamentos Fies para o curso de medicina estariam sendo negociados por até R$ 120 mil por aluno.

Estimativas iniciais da PF indicam que, nos últimos cinco anos, aproximadamente R$ 500 milhões do Fies e Prouni foram concedidos fraudulentamente.

Durante oito meses de investigações, a PF concluiu que o líder da organização criminosa é o próprio dono da Universidade Brasil, que também ocupa o cargo de reitor. O empresário de 63 anos, e seu filho, que também é sócio do grupo educacional, não só tinham conhecimento, mas também participavam dos crimes em investigação. Uma estrutura formada por funcionários e pessoas ligadas à universidade dava condições para que as fraudes fossem realizadas.

Os comentários estão desativados para esta matéria.