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MPSP obtém bloqueio de bens de vereador de Paulínia envolvido em caso de estelionato

Outubro 25 / 2019

Além de Tiguila Paes, medida atinge outros 8 réus

O Ministério Público de São Paulo obteve junto ao Judiciário a concessão de medida cautelar bloqueando os bens do vereador de Paulí­nia Ademilson Jefferson Paes (conhecido como Tiguila Paes) e ainda de Edneia Ignácio, Jefferson Luiz Rodrigues, Anderson Roberto Paes, Clifford Fabrício de Andrade, Ivaneide Maria da Silva, José Messias Moreira de Andrade, Julieta Aparecida Moreira e Ana Paula Ferreira da Cruz. Todos eles foram denunciados pelo MPSP pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. A denúncia foi aceita na mesma decisão de determinou o bloqueio dos bens.

Os fatos ocorreram entre os anos de 2014 e 2015, quando os réus citados agiram junto com outros denunciados para enganar várias pessoas humildes por meio da simulação de venda de casas no Residencial Pazetti e em outros empreendimentos. As vítimas, atraí­das pelo preço acessível, pela desburocratização da venda e possibilidade de pagamentos parcelados, foram enganadas e acabaram sendo lesadas pelo grupo criminoso. De acordo com a Promotoria, o golpe foi possibilitado com o envolvimento de Paes, de outros servidores públicos ainda não identificados e da entidade Frente de Defesa dos Direitos e Interesse Popular.

Após a consumação dos crimes de estelionato e na posse do dinheiro obtido de forma criminosa, os réus passaram a ocultar e a dissimular a natureza, a origem, a localização e a disposição dos bens e valores provenientes dos crimes de estelionato. Eles depositaram e movimentaram o dinheiro entregue pelas vítimas em suas contas bancárias e adquiriram bens. A dissimulação do patrimônio obtido de forma ilícita foi desvendada a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal dos denunciados. O bloqueio dos bens visa a, dentre outros fins, garantir o ressarcimento das pessoas lesadas, ao final do processo.

Os autos tramitam em segredo de Justiça.

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